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Engenharia de Produção: a modalidade dos processos

18/03/2013 - 18:06

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Não é novidade que faltam engenheiros qualificados no mercado de trabalho brasileiro e que os jovens que optarem por esta graduação encontrarão boas oportunidades.

Mas na hora da escolha, como saber qual é a modalidade adequada ao seu perfil? As atividades realizadas por um engenheiro podem ser sintetizadas em: projeto, construção e produção. Os dois primeiros são focados em todas as modalidades, e o último, específico da Engenharia de Produção.

Para esclarecer as especificidades desta área, conversamos com o coordenador do curso no Centro Universitário da FEI, Alexandre Massote.

LNF - Como está estruturado o curso de Engenharia de Produção?

Alexandre Massote - Os primeiros semestres são básicos para qualquer tipo de engenharia, com matérias como física, matemática e outras das ciências naturais. Temos uma forte base tecnológica de engenharia mecânica e um total de disciplinas que cobrem as dez áreas que englobam a engenharia de produção, como gestão ambiental, engenharia econômica, indústria, entre outros. O curso parte do conhecimento básico e segue para o específico.

LNF - Quais as principais diferenças desta modalidade para as demais engenharias?

AM - As outras modalidades focam o projeto do produto, como projetar um celular, uma casa ou um carro. A engenharia de produção foca o projeto do processo, ou seja, como fazer um carro, por exemplo, ao mínimo custo possível, de modo que consiga levar o produto a um maior número de pessoas.

LNF - Qual o perfil profissional desta área?

AM - É preciso gostar de trabalhar em equipe, ter certo espírito de liderança e tem que gostar de pessoas. É o ramo que mais foca a parte humana entre as engenharias, então é preciso saber lidar com pessoas, ter bom relacionamento, viés para a parte financeira e comprometimento com resultados.

LNF - Quais são as áreas de atuação profissional?

AM - O campo de trabalho é bastante amplo, passando por instituições financeiras, hospitais, setores da indústria, marketing, etc. Temos muitos alunos atuando com serviços, como logística e comércio de grande porte, entre supermercados e lojas de departamento. É um setor bastante diversificado, justamente porque trabalha com processos.

LNF - Quais são as principais tendências, áreas em evidência deste mercado?

AM - Depende muito da economia, a engenharia de modo geral está muito atrelada ao desenvolvimento econômico. Há hoje uma tendência na área de serviços, que corresponde a 67% do PIB do Brasil. Vejo uma grande oportunidade nesta área, que engloba logística, gestão financeira, soluções de tecnologia, e a própria indústria. Somos um país de grande manufatura e a engenharia de produção é uma engenharia de utilidade.

LNF - Quais as principais exigências do mercado para este profissional?

AM - Primeiro uma boa formação. O aluno deve estar disposto a romper raízes, o mundo não pode ter fronteiras. Tenho muitos alunos no exterior e o engenheiro brasileiro é bem visto lá fora. O profissional deve ter postura global, falar inglês, ter preparo para viver em várias culturas, disposição e compromisso irrestrito com o resultado.

LNF - Quais devem ser os critérios para escolher uma instituição de ensino?

AM - São vários, mas diria que é preciso avaliar como a escola é vista perante as outras escolas. É muito importante ter consolidação, tradição e reconhecimento pela sociedade.

LNF - Como o jovem pode ingressar no mercado de trabalho ainda durante o curso?

AM - O estágio é ponto de partida e não há muita dificuldade para conseguir uma vaga. Ano passado 100% dos alunos estavam empregados e, este ano, 85% já estão no mercado. Eles começam o estágio no quinto semestre, há certa facilidade e boa parte dos alunos são efetivados antes mesmo da formatura.

LNF - Quais conselhos o senhor daria ao jovem que pretende ingressar nesta área?

AM - Ele deve fazer aquilo que gosta, porque não é fácil. Então, tem que gostar, ter o perfil de querer desafios, querer ser bom profissional e fazer com dedicação.

LNF - Como o recém-formado pode adquirir um diferencial?

AM - Tem que levar a escola não na média mínima para passar, mas na máxima. Desde o curso ele tem que lutar pelo máximo e não pode ser monocultural, porque vai liderar pessoas. Precisa entender de cultura, arte, economia, ser um formador de opinião mesmo, alguém engajado socialmente, não só na instituição.

Assessoria de Comunicação Unilago

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